segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sarah Menezes, a primeira judoca brasileira a ganhar uma medalha de ouro, se emocionou ao lembrar do duro caminho até Londres e agradeceu ao seu técnico.



Quando saiu do Brasil rumo a Londres, a pequena Sarah Menezes carregava expectativas desproporcionais para seu tamanho. Lutadora mais leve da seleção de judô, a peso-ligeiro, de apenas 1,52m e 48kg, era a grande esperança de primeira final olímpica do Brasil entre mulheres na história da modalidade. A piauiense de 22 anos, porém, foi além: com a vitória neste sábado sobre a romena Alina Dumitru, campeã dos Jogos de Pequim 2008, Sarah entrou para a história como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de ouro no judô nas Olimpíadas. A grandeza da conquista pode ser medida também na comparação com outras modalidades. Até este sábado, só uma mulher brasileira havia conseguido o ouro em prova individual na história das Olimpíadas: Maurren Maggi, no salto em distância, em Pequim 2008.
Os olhos, pequenos, pareciam fuzilar. Sequer se importava com os cabelos, despenteados, teimando em cair no rosto. Dos treinos com meninos, na infância, ao inédito ouro feminino, precisou de duas Olimpíadas. Sarah, princesa do Piauí, fez o Hino Nacional tocar pela primeira vez em Londres.
Ali, no tatame, ela parece a Sarah que, menina, por vezes ia treinar escondido, que não imaginava correr o mundo atrás de medalhas. Que treinava com garotos porque queria ser a melhor. Agora, é a melhor.
Sarah gosta de arrumação, mas tudo muda naquele quadrado. Ao pisar no piso amarelo, não se preocupa com os cabelos, com nada. Olha as adversárias e vê apenas pontos: onde segurar, como encaixar cada golpe. E foi assim, com estratégia, que traçou a caminha até o ouro. Não venceu nenhuma das lutas por ippon.







Comentario: A judoca Sarah Menezas com seu esforço e muito talento conquistou sua medalha de ouro em cima da romena Alina Dumitru. Parabéns Sarah, você mostrou ser uma mulher guerreira e honrou o Brasil e o resultado foi o esperado!

Postado por: Natalia Fernanda Gomes Silva

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